terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Clã em Espanha

“Cintura”, o último álbum de originais dos Clã, foi editado em Espanha no dia 29 de Setembro. Uma edição especial para o pais vizinho em que ao alinhamento original se junta “Sexto Piso” – uma versão em espanhol do single “Sexto Andar”.

A confirmação da edição, que será assegurada pela EMI Music Spain, surgiu após o sucesso da apresentação do grupo ao vivo em Madrid a 29 de Abril último. Esta será a primeira vez que o grupo vê um dos seus álbuns editados em Espanha.

Para a apresentação deste disco os Clã têm previsto, além de um intenso plano de entrevistas para a media espanhola, uma digressão que terá o seu início a 08 de Outubro em Granada e termina a 14 de Novembro em Pontevedra. Pelo meio o grupo português actuará ao vivo em Cádiz (no âmbito do festival “Monkey Week”), Bilbao, Madrid, Corunha e Vigo.

Fonte: Blog oficial

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

"Assim falava Jazzatustra" com Manuela Azevedo

"Júlio Resende International 4tet" é o novo grupo do músico de jazz Júlio Resende que conta com a participação de alguns dos músicos mais reputados da cena Jazz internacional e da nova geração do Jazz em Portugal.

O disco, intitulado “Assim falava Jazzatustra, foi gravado ao vivo na Fábrica de Braço de Prata, tendo edição discográfica marcada para Setembro pela prestigiada Clean Feed.

A cereja no topo do bolo é com certeza a participação de Manuela Azevedo, vocalista dos Clã, numa composição de Júlio Resende.

Convite a Manuela Azevedo

Convidei especialmente para uma composição a Manuela Azevedo, dos Clã, e digo especialmente porque foi mesmo um tema que decidi que tinha de ser especificamente cantado por ela. E ela, felizmente, e com muita coragem (porque o tema é muito difícil de ser cantado), acedeu”.

Fontes: Onda Jazz / Jornal Barlavento

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

"Catalogue Raisonné", disco especial para o mercado brasileiro

"Catalogue Raisonné" é o nome da primeira compilação dos Clã. Trata-se de uma edição para o mercado brasileiro lançada pela Allegro Discos.

Alinhamento

1. Carrossel Dos Esquisitos
2. Dançar Na Corda Bamba
3. H2Omem
4. O sopro do Coração
5. Fahrenheit
6. Eu ninguém
7. Uma mulher da Vida
8. Problema de Expressão
9. Lado Esquerdo
10. Consumado (com Arnaldo Antunes)
11. Competência Para Amar
12. Novas Babilónias
13. Sangue Frio
14. Pois é (não é?)
15. G.T.I (Gentle, Tall & Intelligent)

Isto é

A música portuguesa actual é pouco divulgada no Brasil e isso é uma pena. Uma rápida audição da colectânea “Catalogue Raisonné”, da banda Clã, mostra o que está se perdendo. Com vocais de Manuela Azevedo, o sexteto faz um pop sofisticado, de letras inteligentes, algumas fruto de parcerias com Arnaldo Antunes e John Ulhoa

Blog do Mauro Ferreira

Um dos nomes mais cultuados da ainda desconhecida cena pop de Portugal, Clã - grupo formado em 1992 - tem óptima colectânea editada no Brasil no embalo de suas parcerias com Arnaldo Antunes e o Pato Fu.

Antunes, aliás, assina o texto que apresenta Catalogue Reissoneé, a tal compilação, produzida por Sandro Belo, do selo goiano Allegro, com base na seleção de repertório feita pelos seis integrantes do Clã. A edição é caprichada. No farto encarte, além da apresentação de Arnaldo Antunes, há texto do jornalista português Jorge Manuel Lopes que contextualiza o surgimento e o som antenado do Clã na cena pop lusitana que se desenvolveu após a Revolução dos Cravos.

Cada uma das 15 faixas vem com a letra e um comentário assinado pelos músicos do Clã. A selecção abrange período que vai de 1996 a 2005, incluindo parcerias do grupo com John Ulhoa (Carrossel dos Esquisitos) e com Arnaldo Antunes (H2omem e Eu Ninguém).

Detalhe: Antunes é convidado do registro ao vivo de Consumado, parceria dele com Carlinhos Brown e Marisa Monte. É belo cartão-de-visitas para o som do Clã.

Bloggastronomix

Acaba de sair no Brasil o disco fantástico de uma banda de rock portuguesa. O disco se chama "Catalogue raissoneé"; a banda, Clã. Eles já tinham participado de uma colectânea brasileira, chamada "Eu não sou cachorro mesmo", em que várias bandas regravavam sucessos populares dos anos 70. Escolheram "Tortura de amor", de Waldik Soriano. Uma bela gravação, que não tem nada de brega.

Imagino que nove entre 10 brasileiros não botam fé numa banda portuguesa de rock. Claro, há certo preconceito. Muitos ainda veem Portugal como um país antigo, que só combina com fado e vira. Mas é bom lembrar que Lisboa e Porto são cidades modernas, onde circulam pessoas antenadas. (...)

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Manuela entre as mulheres

Um concerto dos Clã no Teatro Nacional São João (TNSJ) teria, logo à partida, as condições necessárias para dar certo.

O teatro, cuja temporada 2009/2010 é apadrinhada pela vocalista Manuela Azevedo, é um dos símbolos da cidade. E os Clã são uma banda que faz questão de se afirmar do Porto - eles dizem "morcão" e "sopeira" do palco do TNSJ e o povo percebe-os. A somar a essa circunstância geográfica, o São João é um justo prémio a um grupo com 17 anos de carreira, cinco álbuns de originais e muito pouco a provar.

Mote

O convite para tocarem no São João levou-os a preparar um concerto especial, cujo título foi retirado da canção "Eu ninguém", de Rosa Carne, disco de 2004 centrado no universo feminino. Esse excerto - um amontoado de nomes de bonecas - e o mundo das mulheres, que o sucessor "Cintura" (2007) também visitaria, deram o mote para a selecção de temas e para o sóbrio e eficaz trabalho cénico.

Alinhamento

O alinhamento não passou por muitos dos êxitos da discografia dos Clã, centrando-se nesses dois álbuns e em versões de outros artistas pouco óbvias.

Para além de "Eu ninguém", os Clã foram a "Rosa Carne" buscar uma "Madalena em contrição" com letra magistral de Carlos Tê ("Onde vais pelo passeio/Diva de um casino em ruínas/Onde vais num devaneio/De quem ateia mil e uma camas") e jogo de luzes vermelhas a casar com a languidez das vozes masculinas no refrão ("Love, love, love").

Do mesmo disco, ouviram-se canções como "Uma mulher da vida" (Manuela, sapatos de salto alto e roupa sexy, a manejar uma faca ao ritmo do rock'n'roll), "Aqui na Terra", com Hélder Gonçalves a imprimir alguma fúria à guitarra eléctrica (coisa rara num concerto feito, quase sempre, de subtilezas), e "Gordo segredo", com Miguel Ferreira no piano.

De "Cintura" saíram canções muito aplaudidas como o single "Amuo", brilhante canção que inventa uma folk futurista, e a popular "Tira a teima", altura em que uma parte da assistência deixou as confortáveis cadeiras para se entregar à dança - foi o momento de comunhão total entre banda e público, a par de "Sangue frio", com que fecharam o concerto.

Versões

No que toca a versões, arte em que os Clã já demonstraram competência, as escolhas não podiam ser mais diversificadas. Três exemplos: "The beautiful people", de Marilyn Manson, que se tornou canção de cabaret, "Women of the world", maravilhoso hino obscuro pró-mulheres cantado por Ivor Cutler e Linday Hirst em 1983, e "Brigitte Bardot", de Tom Zé, que nos pôs a pensar se os Clã não serão a mais "brasileira" das bandas portuguesas, tal o cuidado (e facilidade) com que tratam a musicalidade das palavras, matéria plástica na voz de Manuela Azevedo.

Findo o concerto, a saída da sala fez-se ao som do original "Women of the world", com Cutler e Hirst a entoar "Women of the world take over/ Because if you don't the world will come to an end/ And it won't take long". Ninguém pode acusar os Clã de sabotarem a revolução.

Fonte: Público, Pedro Rios

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Festa do Avante 2009 (06-09-2009)



Video

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009

Barbie Suzie Dolly Polly Pocket

No álbum de estreia, cantavam: “Nós queremos a bengala de Charlot / E o passaporte de Fernão Mendes Pinto / Comprar cigarros na mesma tabacaria de Fernando Pessoa / Fugir numa Fuga de Bach / Ouvir a voz de Salomão propor uma amnistia… / Para o Othello de Shakespeare”.

Banda que ignora alegremente a dicotomia entre alta e baixa cultura, os Clã de Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo – elemento do novo corpo diplomático do TNSJ – inauguram a Temporada 2009-2010 com um concerto que é uma espécie de epígrafe, muito pouco solene, à nova programação.

"Eu ninguém"

Os Clã elegem o excerto da música Eu ninguém, do álbum Rosa Carne (2004), “Eu ninguém/eu ninguém comigo só/posso ser/travesti de quem quiser/manequim de bazar/ou rainha do lar/madame butterfly/barbie, suzie, dolly, polly pocket”, para servir de mote a um concerto sobre o “enigmático” universo feminino. O repertório, seleccionado com base nas mais diversas personagens femininas, junta temas da própria banda com músicas de outros autores.

Concerto

Está marcada, para o dia 7 de Setembro, às 22h00, no palco do Teatro Nacional São João, a abertura da temporada 2009/2010 com um concerto dos Clã, intitulado Barbie Suzie Dolly Polly Pocket.

Produzido exclusivamente para o palco do TNSJ, este concerto tem a colaboração de Victor Hugo Pontes na direcção cénica, Osvaldo Martins nos figurinos, Wilma Moutinho no desenho de luz, e a dupla Nelson Carvalho e Nuno Couto no desenho de som.

Fontes: TNSJ / culturanoporto

segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Reedição de "As Letras como Poesia” (Edições Afrontamento)

“As Letras como Poesia” é um ensaio poético sobre as letras das canções de vários nomes da nossa música: Banda do Casaco (António Avelar de Pinho), Belle Chase Hotel (JP Simões), Clã (Carlos Tê), GNR (Rui Reininho), Mão Morta (Adolfo Luxúria Canibal), Ornatos Violeta (Manel Cruz), Sérgio Godinho e Três Tristes Tigres (Regina Guimarães).

O livro, de Vitorino Almeida Ventura, que versa sobre as letras de Carlos Tê para os primeiros três álbuns dos Clã, foi publicado pela Objecto Cardíaco em 2006, tendo sido recentemente reeditado pela Afrontamento.

Em preparação, está já um segundo volume com estudos sobre as letras de Jorge Cruz, Marta Bernardes (O Projecto é Grave!), Ronaldo Fonseca (peixe : avião), Pedro da Silva Martins (Deolinda), Tiago Guillul e Valter Hugo Mãe.

Fontes: wikipedia / a trompa